Posso escolher o sexo do bebê na relação sexual?

Posso escolher sexo bebê relação

Algumas pessoas buscam informações para determinar se o bebê será menino ou menina. Usam o calendário e a data da relação (para contar com a ajuda dos fatores hormonais), a posição sexual e até mesmo o número de tentativas do casal durante o período fértil. Mas, afinal, com tanta modernização no mundo, realmente já podemos escolher o sexo do bebê durante a relação sexual?

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Segundo o Dr. Jurandir Passos, ginecologista e obstetra do Delboni Medicina Diagnóstica, fora a reprodução assistida não há outro método eficaz para conseguir escolher o sexo do bebê e, mesmo nesses casos, há uma avaliação ética quanto à necessidade do procedimento. Contudo, segundo alguns estudos, há alguns momentos durante a fase fértil que podem aumentar as chances tanto de conceber um menino quanto uma menina. Para quem deseja um bebê do sexo masculino, recomenda-se manter relações sexuais durante o período fértil.  Se o desejo for por uma menina, ele tem mais chances de ser realizado se as relações acontecerem depois do principal dia fértil.

“Sabe-se que os espermatozoides que carregam o gene Y, portanto, os que dariam origem a um filho do sexo masculino, são mais leves e mais rápidos do que os que carregam o cromossomo X, que dão origem às meninas. Mas, apesar de serem mais rápidos, os espermatozoides Y também são menos longevos, por isso, tem mais chances de alcançar o óvulo durante o período fértil”, explica o médico.

 

A posição sexual influencia? 

Há quem acredite que manter relações sexuais em certas posições ou fases da lua também pode beneficiar na escolha do sexo, mas segundo o Dr. Jurandir essas crenças populares não tem respaldo cientifico. “Outro mito é que a acidificação ou alcalinização do pH vaginal influi na determinação do sexo”, ressalta.

Um fator que pode influenciar é o número de relações sexuais. De acordo com o ginecologista e obstetra, se um casal deseja um menino, o número de relações semanais pode influenciar aumentando a chance, pois relações mais frequentes aumentariam o número de gametas Y no ambiente tubário. Mas ele adverte que muitos casais erram ao aumentar o número de relações apenas durante o período fértil da mulher.

“O número de relações sexuais por semana deve ser aumentado dois meses antes do início da tentativa de engravidar, para que o testículo dê conta da nova demanda de ejaculações. Caso contrário, se o casal só aumenta o número de relações no período fértil da mulher, o número de espermatozoides por ejaculação diminui, o que dificulta a fecundação”, esclarece o especialista.

Também não há motivos para acreditar que já ter um filho ou uma filha ajudam que o próximo seja do sexo oposto ou seus genes sejam só para aquele gênero, como quem já tem dois ou três meninos pensar que mais um também será menino. Vale lembrar que as chances se refazem a cada gestação.

Quanto às técnicas de reprodução assistida (como a inseminação), podem aumentar as chances de vir um filho de determinado sexo. Mas, por questões éticas, elas são recomendadas apenas para casais com dificuldade para engravidar ou que tenham histórico de doença que acometa membros de algum dos sexos no histórico familiar (herança genética ligada aos cromossomos sexuais).

Mas o importante mesmo é o fato de um filho ser sempre uma alegria, não influenciando se é menino ou menina. Aquela expressão “O que vier eu amarei” é a mais correta, já que toda criança é um ser mais do que especial. E um amor para toda a vida!

Por Priscilla Silvestre

 

 

Doutor Jurandir Passos

Dr. Jurandir Passos

Site: delboniauriemo.com.br

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