Dilemas de mãe: O bebê está chegando!

dicas para mamãe

A chegada de um bebê muda completamente a vida da gente. Quando é o primeiro filho, desvendamos com certa insegurança o novíssimo papel a ser desempenhado, aprendemos com muita ansiedade a novíssima função materna. Mesmo quando é o segundo ou o terceiro filho (ou o quarto, quinto, sexto, quem sabe…), novos desafios e novas dúvidas se descortinam, e o frio na barriga surge forte, como na primeira vez.

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Ah, quantas perguntas temos diante da responsabilidade de gestar, parir, cuidar, nutrir, proteger, acalentar, educar e amar incondicionalmente este novo ser, tão pequenino, tão frágil, tão indefeso…

Com o bebê ainda no ventre, nos rondam as dúvidas sobre os tipos de parto, que definem sua chegada triunfal ao nosso mundo: é melhor parto natural, normal, cesariana? Aí pesamos os prós e os contras, lidamos com todos os nossos medos e com todas as nossas expectativas. Então o bebezinho nasce e surgem as dúvidas sobre amamentação, por vezes uma experiência magnífica, por vezes uma experiência dificultosa: devo seguir a livre demanda ou intervalos estipulados de três em três horas? Leite materno, leite industrializado, na mamadeira ou no copinho?… Quando levamos o bebê para casa as dúvidas se multiplicam: é melhor banho no quarto, na banheira, no balde? É melhor colocá-lo no berço para dormir de ladinho, de barriga pra cima, de bruços? Deixo que ele durma sozinho em seu quartinho, comigo no meu quarto ou, ainda, na minha cama? Troco a fralda antes ou depois das mamadas? Passo pomada, óleo de amêndoas ou maisena para evitar assaduras? Dou ou não dou chupeta?…

Então, na ânsia de obter respostas, mergulhamos em pilhas de livros e em inúmeros artigos na internet, conversamos com um montão de gente. Ouvimos a opinião do nosso médico, da nossa mãe, da nossa melhor amiga e daquela amiga da amiga que acabou de ter nenê. Tantas ideias, tantas sugestões, tantas vivências diferentes!

Mas será que existe uma resposta certa para cada pergunta? Uma resposta exata? Uma só verdade?

Certamente não. Porque cada família é única. Cada mãe é única. Cada bebê é único. Pode ser que aquilo que dá certo para uma mãe não dê certo para outra. Pode ser que aquilo que dá certo com um filho não dê certo com o outro. Com o tempo, a própria mãe vai percebendo e reconhecendo a melhor maneira de fazer cada coisa, nos cuidados diários com seu bebê. Às vezes acertando, às vezes errando, e sempre mudando, ajustando, aprimorando.

Por isso, em vez de se dizer “É assim que se faz…”, muito melhor é ir pelo caminho do “Pode ser feito assim…”, até que se encontre uma nova e ainda melhor maneira de se fazer as coisas. As circunstâncias podem mudar, e podemos mudar junto com elas. E, mais do que a técnica dos especialistas, devemos seguir o coração de mãe.

 

Botei bebê bruçosMariana Sutti Copelli, 33 anos, é publicitária, mãe do Emanuel (7 anos), do Enrico (5 anos) e da Micaela (6 meses). Autora do livro “Botei o bebê de bruços – Crônicas de uma mãe de três filhos”, à venda pelo Clube de Autores:  www.clubedeautores.com.br

1 COMENTÁRIO

  1. Mari, parabéns pelo texto, é perfeito!!! É assim mesmo que nos sentimos diante do primeiro ou do segundo filho. Você resumiu muito bem. Parabéns pela matéria e parabéns pelo livro!!!
    Beijos, Aline.

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