Leite materno e a inteligência dos bebês

.Hoje em dia, temos a tendência de achar que tudo é genético, ou seja, todas as nossas características são herdadas de nossos pais. Deste ponto de vista, não passariamos de um milk-shake de características (genes) paternas e maternas, trabalhando lado a lado ou competindo pela formação do que nos define como indivíduos.

Entretanto, não falamos de matemática e, sim, biologia. Enquanto no mundo dos números, dois e dois dão quatro sempre,  na ciência da vida, um filho de dois pais superinteligentes não será invariavelmente inteligente. As chances são apenas maiores e nem por isso próximas da certeza.

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Se, por exemplo, este filho desenvolver uma aversão aos estudos por um trauma escolar – bulling –  ou, estes pais não participarem da sua criação, enfim, se esta predisposição não for estimulada por fatores que chamamos ambientais – ou seja, que rodeiam determinado ser – talvez tal característica nem seja notada.

Logo, não adianta uma pessoa ter os genes de um gênio da matemática se ela nunca tiver contato com números. A distância entre a carga genética – que chamamos genótipo –  e a manifestação de uma característica – o fenótipo – vai variar de acordo com os fatores ou estímulos ambientais.

E já que falamos de inteligência, tenho uma boa notícia: o aleitamento materno pode influenciar de maneira positiva a inteligência humana. É o que dizem pesquisadores do Instituto de Psiquiatria de Londres. Segundo eles, o leite possui ácidos graxos – gorduras – especiais que ajudam no desenvolvimento cerebral de alguns bebês. Essa relação foi notada nos portadores de um determinado gene (para os curiosos, FADS2) de modo que os bebês portadores que foram amamentados tinham um Q.I. 3 pontos mais alto que a média da população. Porém, se este mesmo bebê não era amamentado, ele ficava com um Q.I. 3 pontos mais baixo.

A maneira exata como o leite materno aumenta o Q.I. ainda não está bem clara. O que se sabe é que ele é uma ótima fonte suplementar de ácidos graxos, tão importantes para o desenvolvimento cerebral do bebê.

Fonte: Instituto de Psiquiatria de Londres.

Créditos: Vinícius Stelet – Biomédico.

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